quarta-feira, 23 de junho de 2010

Déjà vu


Pare...
Sangue, água, calor, força, algo me empurrando, uma luz, ouço vozes, quero chorar...
Chegou minha hora! Acho que serei bem vindo!


Pare...
Consegui me levantar sozinho. Seguro uma mesa, vejo uma luminária, a televisão do lado esquerdo, a porta da cozinha do lado direito, meu pai de braços abertos me esperando ir ao seu encontro...
Já senti essa segurança antes! Posso prosseguir que ele não em deixará cair!

Pare...
Aquelas crianças, uma gritaria, vejo o parquinho, uma mulher na porta me espera com um sorriso parecendo querer ser simpática...
Sei que já estive ali antes, mas não quero soltar as mãos da minha mãe, pois sei também que ao me distrair ela vai desaparecer...

Pare...
Buracos na rua, uma ladeira, um carro parado, meu primo pedalando ao meu lado...
A qualquer momento meu pai vai largar este banco, eu tenho certeza, mas não posso olhar pra trás. Eu vou conseguir!

Pare...
Um aperto no peito, minhas mãos estão suando, respiração ofegante, lábios gelados...
Alguém acaba de partir, sem ter tempo de se despedir...

Pare...
Esse perfume, o geladinho do ar condicionado, a escada rolante, cartazes de filmes, ninguém a nossa volta e ela me olhando nos olhos...
Sei que ela quer me beijar! Chegou a hora, não custa nada tentar!

Pare...
Estou no meu quarto e vejo a porta da sala, o rapaz sentado, minha irmã de pé e eu não quero que meu pai entre naquela cena com um papel na mão...
Apareceu!
Sobe um arrepio, quero correr, gritar, figir, mas me acalmo... Mais um anjo que acaba de chegar!

Pare...
O telefone no trabalho toca... Estou sentindo aquele calafrio, revendo a mesa, os papéis e a caneta no mesmo lugar. Não quero atender, mas sei que alguém entrará pela porta e o fará por mim.
Do outro lado da linha alguém tenta me acalmar, mas não adianta, eu sei que não é tão simples assim.
Mas graças ao anjinho tudo terminou!

Pare...
Sangue, estou ressecando, sinto frio, estou fraco, algo me puxando, as vozes estão cada vez mais longe, não tenho força nem para chorar...
É chegada a minha hora!
Acho que cumpi bem minha missão...

terça-feira, 22 de junho de 2010


Daqui do horizonte eu avistei o menino na beira da praia... Eu até queria brincar com ele, que dentre uma onda e outra levantava sempre com um sorriso único no rosto. Resolvi ficar de longe e observar a magnitude daquela alegria sublime.

Pelo estado de suas roupas, que deixara na areia, parecia não trocá-las há um bom tempo. Mas isso não parecia preocupá-lo. Não naquele momento...

Aquilo na verdade era um banho...naquela água salgada, que deveria ser a única ao seu alcance, lavava seu corpo... lavava sua alma... Outras crianças banhavam-se no mesmo mar, mas aconselhadas por seus pais, não ousavam chegar perto do menino. E ele parecia também não se importar com isso, aliás, naquele momento não parecia se preocupar com nada que estivesse a sua volta. Ele tinha pressa. Era como os noivos que se preparam pro tão sonhado dia. Parecia não se conter.

Do horizonte eu via aquilo tudo e não conseguia entender como alguém, que deve até mesmo desconhecer a existência dos seus genitores,poderia sentir tamanha alegria. Continuei a observar e não ousava fazer qualquer barulho para não atrapalhar aquele ritual, que se transformara em um momento mágico.

Com um pouco de dificuldade ele sai da água e segue na direção de um casal que quase adormecia na areia, deitados sob a luz do astro-rei. Ao perceberem a atitude do pequeno rapaz, trataram logo de passar seus pertences para trás dos seus corpos como se formassem uma barreira de proteção. Mas foram surpreendidos com a pergunta: "Tio, você pode me dizer a hora, por favor?" O moço responde, e num agradecimento corrido o menino volta para junto de suas roupas. Uma bermuda surrada, que um dia já havia sido calça, uma sandália tão gasta que sequer protegia seu calcanhar do chão. A blusa era o que parecia ter de mais novo em sua vestimenta, mas também estava bem usada, talvez tivesse ganhado do antigo dono há pouco tempo. Ah e era das mesmas cores das roupas daquela multidão que se formava no calçadão, em volta de um daqueles quiosques...

O cara das horas poderia ter dito qualquer outra coisa pra ele, não faria diferença, ele não teria a menor noção do tempo mesmo. Mas aquela hora informada era a hora por ele esperada. Tratou de se arrumar logo e correu para junto da multidão. Com as pequenas mãos abria caminho por entre pernas e cadeiras, até conseguir um espacinho onde ele pudesse sentar-se ao chão e pudesse olhar a tela de onde ninguém tirava os olhos...

Sorria, sofria, vibrava, roía o que ainda lhe restava de unha... Até que de repete...Gritos de comemoração se misturam num barulho ensurdecedor. O menino nem vira como aconteceu, pois o balofo da mesa da frente levantara segundos antes para comemorar por antecipação, e tapara toda a tela... Mas isso também não importava... Todos pulavam... Todos gritavam... Todos comemoravam... Todos sorriam...e alguns até choravam. O menino sentiu um abraço... e outro... e outro... Todos eram apenas um! Ninguém se importava com suas roupas, com seu estado, sua origem... O menino se sentia mais humano. O menino se sentia mais gente. Era disso que ele precisava. Até já havia esquecido da fome que sentia, pois sua alegria era tamanha que ele não queria ter que se preocupar com qualquer outra coisa...

Um apito sinaliza o fim do espetáculo e o início da festa. Festa das cores, festa das raças, festa de um povo sem diferenças!!!

Logo todos iriam embora e o menino voltaria pro seu colchão de papelão, mas naquele momento ele estava feliz... A união do mundo conseguiu proporcionar-lhe 30 dias de felicidade...
(por Deyvid Guedes em 22 de junho de 2010)
****************************************************************************************************
Na SUPERINTERESSANTE deste mês veio uma matéria falando sobre a Copa do Mundo e a ilusão finaceira, pois os investimentos não são supridos com o crescimento do turismo durante aquele um mês que o país que sedia a Copa recebe seus convidados. Prejuízo na certa!!!
Mas quem se importa com isso? É, eu sei, infelizmente a grande, enorme e gigante maioria se preocupa mesmo é com o bolso, mas para poucos o que importa é viver um momento de felicidade. É claro que o que eu não gostaria que se repetisse como no PAN em 2007, que foi um mês de PAZ no Rio de Janeiro e quando o PAN acabou (exatamente num domingo) na mesma madrugada de domingo para segunda uma chacina ocasionada pela incursão da polícia na favela da Rocinha acaba com 19 mortos. O PAN acabara no domingo e na segunda esta era a capa de todos os jornais do estado. Também odeio viver esta hipocrisia, mas o objetivo do meu texto neste blog hoje é ovacionar sim a Copa do Mundo, mas mais do que isso é desejar que não esperemos até 2014 ou 2016 para vivermos a PAZ e esquecermos as diferenças... Quero desejar aqui agora que a vida seja uma eterna Copa do Mundo!!!

"Then wave your flag"

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Pode me encarar... Eu sou 19 milhões... EU SOU GUERREIRO!!!


Não foi o tão temido Gianluigi Buffon, nem Kawagushi, Casillas, Howard,  Ochoa...nem sequer a nossa "muralha" Júlio César...

O título de "mão santa" da Copa do mundo 2010 vai para Luís Fabiano!!!
E olha que o juíz era francês!!!

Depois do gol, ajeitado com a mão, de Thierry Henry, contra a Irlândia, que carimbou o passaporte da França para a África do Sul, parece que a maldita (neste caso eu acho que se encaixaria melhor a palavra bendita) mão começou a perseguir nossos amigos franceses (que estão quase se igualando aos argentinos no ódio sentido pelos brasileiros). Pois foi um suposto gol de mão do México que eliminou a França (mas o gol foi legal, as bichas francesas que estão com gliter demais nas vistas) e foi um golaço de Luís Fabiano com dois toques de mão seguidos, que Stephen Lannoy(o maldito juíz que tirou Kaká do 3º jogo) e Zinédine Zidane (o maldito que estava secando da arquibancada, e saiu aplaudindo a nossa seleção... FAAAAAALLSO PRA C@#%£¢ !!! )assitiram hoje na vitória do Brasil sobre a Costa do Marfim.

Tudo bem que com aquela "arte" em campo nem o francês ousou marcar e perder a oportunidade de ver aquele golaço... Fala sério? Vc marcaria? Nem se fosse do Messi...

Continuo dizendo! Luís Fabiano e Kaká, eu acredito em vocês!
 Mesmo com o despeitado do francês tirando nosso 10 do jogo contra Portugal...ainda vem muito mais dele por aí!!!

sábado, 19 de junho de 2010

O poder das palavras...

Palavras têm força... Palavras têm poder...


A palavra tem a força de tirar as forças.
"Mamãe!" De um modo geral é esta, ou "papai", a primiera palavra que falamos, mesmo que não, fonéticamente, deste jeito. Mas a palavra sai... e eu imagino as pernas tremendo, o suor na nuca, os dedos gelados, a gagueira, querendo gritar, chamar todo mundo pra ouvir o que você acabou de ouvir... Pronto! Esta feito!!! A 1ª palavra, por nós pronunciada, faz com que aquele pequenino ser indefeso, arranque todas as forças do gigante que parecia ser tão superior. O mesmo acontece ao ouvir pela primeira vez o "eu te amo" da pessoa amada. São os mesmos sintomas ! Às vezes seguidos de lágrimas pelos mais sensíveis. Tome cuidado para não se empolgar e repetir as palavras ouvidas sem ter a certeza de que queira mesmo dizê-las. Não se esqueça do poder e força das palavras. E estas só surtiram efeito positivo se não forem pronunciadas pela boca e sim pelo coração.

As palavras têm o poder de iludir e enganar.
E se forem usadas por pessoas mal intencionadas podem causar ferimentos graves na alma... Nada fatal! Não se preocupe, porque as palavras também têm o poder de perdoar. Claro que, para que tenham efeito, precisam ser acompanhadas de doses sem medida de sinceridade.

Palavras têm força para levantar...
Tirar da lama, do buraco, por mais fundo que seja! Essas são as palavras amigas e, normalmente, vêm acompanhadas de um ombro. Transmitem toda a força necessária para superar os momentos de fraqueza.

Em contrapartida existem as palavras com força suficiente para derrubar qualquer um...
Muito cuidado com essas palavras! Evite usá-las e esteja preparado para combatê-las caso seja surpreendido. São palavras que não edificam, não têm utilidade. Essas são aquelas famosas que devem entrar por um ouvido e sair pelo outro, sem fazer qualquer parada para não correr o risco de ecoar, pois se a mente estiver vazia, elas com certeza continuaram gritando aí... Uma ótima vacina também é manter a cabeça bem ocupada com bastante segurança e alto estima. Não há crítica que derrube uma pessoa segura de si.

No mesmo grupo das palavras amigas estão aquelas que tem a força de nos dar um "apa na cara", ou um "saculejo" quando precisamos. Aí somos nós que devemos ter o scernimento necessário para não confundí-las com as palavras que querem nos derrubar. Ao contrário, estas aqui são as críticas construtivas. Nem sempre são as palavras que queremos ouvir, mas são as que precisamos ouvir.

Há ainda as palavras que tem o poder de nos fazer viajar. Juntas formam um coletivo chamado livro. Nos levam a outros lugares, outros mundos, outras épocas, eras... Nos levam a outras vidas!!! Assim como as dos livros, existem outras que nos envolvem ao ponto de nos transportar... Ganham rítmo, melodia, suingue... e passam a se chamar música...


Afeto, desafeto, amor, ódio, carinho, atenção, desleixo, verdade, mentira, sinceridade, ilusão...
As palavras nos perseguem! Têm força... Têm poder!!! As mesmas que erguem podem derrubar... depende apenas do usuário...


Palavras... Palavras... Palavras...


"Ponto, pula linha, travessão"



(por Deyvid Guedes)

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Complexo Bipolar



Moro no céu, mas em questão de segundos faço uma intensa viagem ao inferno...
Prefiro praia, mas nada me impede de passar uns dias no campo...
Sou ogro e azul como o Hank McCoy, mas amo uma doce borboleta rosa...
Almejo ter mais de quatro filhos, mas às vezes apenas o choro de uma sobrinha já me irrita...
Tento ser culto, mas não dispenso os hábitos do povão...
Gosto da melodia e do cantar, mas sei que esta não é minha vocação...
Me encanto com o bailar das letras, mas permito que o papel e a caneta se calem em minhas mãos...
Busco conquistar, mas não quero ser amado...
Sei que faço sofrer, mas esta nunca é minha intenção...
Tento entender e perdoar, mas os gritos de ira abafam minha compreensão...
Amo o mar, mas temo me afogar...
Sinto pavor de um simples furo, mas trago em meu corpo marcas que eu mesmo procurei fazer...

Plantei meu jardim para não ter que esperar que alguém me trouxesse flores. Borboletas vieram enfeitá-lo e vez ou outra eu insisto em espantá-las... Flores em tons mesclados de azul e rosa parecem dançar sob a ação da brisa, mas eu me permito ser um dia frio de inverno.

Neste paradoxo, vivendo eu vou...

Meus dias de luz e meus momentos de trevas...
Buscando, mas não agradando a todos...
Sendo eu mesmo e um milhão na cabeça das pessoas...
Ora mocinho, ora bandido...
Acertando com meus erros...
Sempre levando uma coça com o carinho da vida...
Caindo e sempre de pé...
Sorrindo por trás das lágrimas...
Cantando serenata e sentindo rock'n roll...
Na chuva esperando o calor do sol...
Tentando ser invisível quando desejo que todos me vejam...

Não preciso de entendimento...apenas de compreensão!

E no meu complexo bipolar, caminho na longa estrada da vida, de mãos dadas com a morte. Ora querendo parar, ora com medo que ela me tire do meu objetivo... Escrevendo estas palavras depressivas em momentos de alegria...

No meu complexo bipolar caminhando vou...

No meu complexo bipolar vivendo vou...

No meu complexo bipolar morrendo vou...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Meu mundo...

O Brasil se veste de verde e amarelo...
E o azul? Onde foi parar???


O branco pedindo paz pode até passar despercebido visto que compõe uma simples faixa e as estrelas que se perdem no azul... Mas e aquela esfera gigante que se centraliza na bandeira? Como podem esquecer dela assim? E o céu do dia da independência? E esse mares que nos contornam? E essa infinidade de rios? Como podem esquecer do azul assim?




Ontem, me desloquei de São Pedro da Aldeia para assistir ao primeiro jogo da seleção na copa em Cabo Frio. E como era de se esperar (pelo menos por aqueles que me conhecem), vesti minha bermuda azul, meu tênis azul, minha camisa azul e meu boné azul.Ah e não podia esquecer da cueca(perdoem a intimidade) e do cordão de sementes azuis. Estava pronto pra transmitir toda tranquilidade e energia positiva, que a cor azul me traz, para a seleção brasileira. Na verdade eu estava pronto pra qualquer coisa porque eu quase sempre estou vestido assim... Mas ontem eu estava pronto pra torcer!

E chegando na praia do Forte... Me senti um alien!!! Uma multidão verde e amarela! Pra ser bem sincero eu vi uma multidão de canarinhos com algumas muito poucas manchas verdes... Parecia mais um canário da terra na muda... Mas e o azul??? Eu!!! Apenas eu!!! Alguns poucos corajosos se aventuravam com camisas dos seus times (fluminense,vasco,flamengo...é do botafogo não tinha nenhuma,desculpem-me os "estrela-solitária" mas ontem nem a solitária apareceu), e dentre estes eu encontrei um companheiro azul...com a camisa do grêmio... Mas e a nação brasileira? Esqueceram do azul?

Aquele marzão de ressaca que está destruindo o calçadão do Forte gritava soprando um vento gélido e ninguém dava nem idéia pra ele... Deus preparou um imenso anil com um solzão brilhante, para quebrar a ação do vento que soprava, e assistirmos ao jogo sem tremer de frio... E ninguém nem percebeu a importância do azul!!! Me revoltei!!! O céu me lembrava o tal céu do dia da independência (que justifica a presença do azul na bandeira) e as pessoas não davam a mínima pra isso... É nessas horas que dá vontade de torcer pra Itália, França... (Não, pra Argentina nunca! O porquê eu não sei, mas como nenhum brasileiro torceria eu também não o faria. É melhor errar com todo mundo do que acertar sozinho...)

Fui embora revoltado (depois de vibrar muito com a vitória de poucos gols do Brasil na estréia)...

Cheguei em casa... Tomei uma gelatina de Blue Ice para curar um pouco do vinho e da caipirinha que queriam fazer efeito na minha cabeça... Terminada peguei minha toalha de banho azul e fui banhar-me, com o auxílio do Albany Masculino (Fresh que é azul) , minha esponja de banho azul da Lux e meu xampú Clear Anticaspas Men (de Ação Refrescante que também é azul). Terminado meu banho deitei-me na minha cama, mas antes de deitar-me afastei a minha colcha de estampa azul e deitei no lençol de um xadrez azul, encostei minha cabeça no meu travesseiro de fronha azul e dormi coberto com meu edredon azul (porque aqui anda fazendo um friozinho de matar). Ao acordar levantei e fui direto ao banheiro e fiz a minha necessidade fisiológica e ao dar descarga desceu por aquela água o líquido azul do meu desodorizador sanitário líquido com o aroma marine. Lavei minhas mãos e voltei-me frente ao espelho para minha higiene pessoal. Peguei minha escova de dentes colgate com cerdas anti placa bacteriana azul e meu creme dental colgate whitening. Fiz a barba com meu gel de barbear Gillete Prestobarba para pele normal,que é azul, e meu aparelho Gillete Sensor Excel Azul.Terminada a higiene enxuguei meu rosto com a toalha de rosto azul que fica ao lado da pia. Tomei mais um banho e fui me perfumar com meu desodorante Rexona For Men(que é azul).Em seguida fui tomar meu café da manhã (droga não fizeram pães azuis nem leite com sabor tuti-fruti, então vou poupar detalhes desta parte). Ao vestir-me coloquei minha simpática farda azul mescla, e como eu ia de moto com meu amigo não esqueci meu capacete azul, coloquei minha mochila azul nas costas e fui trabalhar.

Ao chegar fiquei muito incomodado com essa situação, porque a cada comentário sobre o jogo eu me lembrava da minha frustação verde e amarela... Cheguei em casa e voltei na rua,ainda estava revoltado. Me rendi a paixão verde e amarelo e resolvi comprar uma camisa do Brasil amarela com as mangas verdes...



Mas, como eu não sou um cara rancoroso... Minha revolta passou logo... Ao sair da loja eu me deparei com uma outra loja (dessas que vendem roupas baratinhas, a um preço bem popular) e lá estavam elas... Duas camisas com estampas do Brasil... E ERAM AZUIS!!!! Não resisti...
Domingo estarei torcendo de novo... Dessa vez em São Gonçalo, e mesmo que eu seja o único mais uma vez eu não vou conseguir abandonar o azul que me acompanha!!!
Meu mundo é azul!!!
(por Deyvid Guedes em 16 de junho de 2010)




sábado, 12 de junho de 2010

Gueda - Guédez - Guedes





No dicionário etimológico do professor Mansur Farani, consta na pág 135:


"Guedes"- Sobrenome de origem portuguesa, em vez de Guédez, patronímico de Gueda.

Os Guedes vêm de Gonçalo Vasquez Guedes, fidalgo galego, que se passou a este tempo em época "de el rei D. João I"

Gueda é um substantivo masculino que vem do germânico "gada", que signifia companheiro.




O Brasão da Família Guedes: De azul com cinco flores-de-lis de ouro, postas em sautor.
Timbre: Uma flor-de-lis do escudo, ou um leopardo azul, rampante e sainte, carregado de uma flor-de-lis na testa.



obs.: nesta última foto, meu ombro!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A rede...

Ah! A rede!!!


Fora ela que os aproximara. Sua irmã havia acabado de fazer um encontro de jovens católicos no qual ele havia ajudado a realizar, e com uma lista de telefones e e-mails nas mãos, ele resolveu adicionar aos seus contatos uma infinidade de pessoas, muitas destas que ele nem sequer conhecia,e este era o caso da menina da voz encantadora. Mas aquela atitude era boa para ele, e um tanto ingênua, pois era dessa forma que ele conseguia ajudar a divulgar as atividades do grupo que promovia estes tipos de encontros. Mas agora ele tinha uma certeza, deveria agradecer a Deus por brilhante idéia, pois se não a tivesse feito talvez passasse despercebido por aquela festa e nunca mais voltasse a ver a menina que dizia que Deus estava mandando "Alguém pra ser só seu".



No dia seguinte a primeira coisa que foi fazer, ao chegar no trabalho, foi vasculhar, literalmente, toda a vida da menina. Estes sites de relacionamentos também vieram a ser criados em uma boa hora, pois foi a eles que o rapaz recorreu. Gostos, costumes, amigos em comum... Tudo ele queria saber. E aos poucos ele iria conseguindo. Até que em um desses sites, um onde as pessoas publicam uma foto diária com um comentário a respeito, numa espécie de blog, ele já teve sua primeira decepção. Um suposto namorado! Sim, ela tinha um namorado. Ele não conseguia entender bem se tinham terminado ou se apenas passavam por uma fase ruim do namoro (é, as pessoas costumam se expôr bastante na rede nos dias de hoje), mas ele tinha certeza de uma coisa, ela não era mesmo pro seu bico, tinha algo que a prendia, e, estando bem ou passando por fases, tinha outro cara na jogada e antes de entrar em cena já era hora de sair fora.



Mas amizade nunca era demais, e esta foi crescendo aos poucos, sem que ele fizesse esforços para isso. E agora esta era uma coisa que o preocupava. Ele não podia deixar que aquela confusão de sentimentos que o havia deixado inquieto por uma noite viesse a se confudir com aquela amizade, sincera e sem interesses. O desafio agora era não deixar que percebesse tudo que havia se passado em sua cabeça, por medo de que parecesse interesseiro e aquela amizade, a qual ele estava curtindo muito viesse a se perder...



Ah! A rede!!!


Foi através dela que ele compreendeu que na verdade o suposto namoro já não existia mais, e que ela havia passado por uma fase nada boa por conta do rompimento deste namoro. Era a sua grande chance! Mas não... Ele não conseguia sequer pensar na possibilidade de se aproveitar de uma situação dessas. É jogar sujo demais aproveitar-se da fragilidade alheia... É, era de se contentar com a amizade!!! "Mas peraí!" Cadê o cara que se dizia o "rei das noitadas"? Cadê aquele que nunca havia namorado porque nunca quis prender-se a ninguém? Será que estava apaixonado? Será que enfim alguém conseguiu tocar em músculo de movimentos involuntários que até então só fazia o trabalho programado pela natureza?


Uma coisa era fato. Suas noitadas agora se resumiam em bate-papo na internet, ligações de horas ao telefone e mensagens no celular... Enquanto deveria estar trabalhando, lá estava ele trocando uma palavra ou outra enquanto enviava documentos importantes pela rede do trabalho. E quando estava escalado para o serviço noturno, entre um horário e outro de serviço, ao invés de descansar, lá estava ele trocando confidências... Só não queria assumir, mas acho que o nome disso todos sabemos bem!




Ah! A rede!!!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A primeira vista...

Noite clara, lua linda,
E você mais uma vez só
Pensando em cair na rotina
transformar o que é vida em pó
Mas não blasfeme o que é sagrado
O dom da vida foi Deus quem te deu
E é só esperar o seu tempo

Que ele te manda alguém para ser só seu.



E dividir todos os momentos
Vivenciar o mesmo sentimento
Compartilhar o que é bom e ruim
E acreditar em tudo, mesmo assim...



Aprender com o coração, ou na letra de uma canção.



(Alguém pra ser só seu - Jorge Veloso)






O que era aquilo? O que aquela menina estava cantando? Ele não sabia explicar, mas tinha certeza que era com ele. Deus o o mandava esperar pois "Alguém para ser só seu" estava a caminho. Seria ela? Não...não podia ser. Ele apenas estava fascinado pela música. Mas algo naquela música o chamara a atenção. Algo naquela menina mexia com ele. Era como se ela cantasse para ele, e sem contar que ele tinha a impressão de conhecê-la de algum lugar. Seria de outra vida? Ah! Para! Já estava viajando demais para uma música bonita. Dizem que quem lê viaja, mas naquele momento ele percebeu que quem ouve música também.
Era 19 de março de 2006. Dia de de São José. E ele havia sido convidado por um amigo para ir até a a Paróquia de São José, no centro da cidade, para participar dos festejos, que incluia o louvor com a participação de uma banda da qual alguns amigos seus faziam parte. E lá estavam eles, quando a banda convidou uma menina para cantar. Uma menina mesmo, lá com os seus dezesseis anos. Baixinha, cabelos vermelhos, sem formas esculturais...nada que pudesse chamar sua atenção. Até abrir a boca...


Sua voz era linda! A música falava com ele... Só então ele pode perceber a doçura em seu olhar. Ficou perdido. Não sabia se a olhava nos olhos, se admirava a bela voz ou se se deliciava com as belas palavras professadas.


Ao agradecer a participação o vocalista da banda repetiu seu nome, e só então ele pode lembrar de onde a conhecia... Do programa de mensagens instantâneas da internet, por onde eles já haviam se conhecido a bem pouco tempo, e vinham se comunicando com frequência. Assim que ela desceu do palco ele não pode perder a oportunidade de se apresentar e ouviu dela a indignação por ele estar o tempo todo ao lado dela e não tê-la reconhecido.


Desculpas ouvidas ouvidas e aceitas... Trocaram algumas palavras, mas nada muito demorado. Logo cada um seguiu o seu rumo. E ele foi para sua casa assim, extasiado. Com aquela menina na cabeça... Deitado em seu travesseiro não conseguia pensar em outras coisas a não ser na voz dela e na letra da música.


Seria um amor a primeira vista? Não, ele era frio demais para acreditar em contos de fadas. Mas de uma coisa ele tinha certeza: estava louco para que o dia seguinte chegasse e ele pudesse encontrá-la mais uma vez na rede... Foi dormir,e apesar de tanto pensar não foi dessa vez que teve o primeiro sonho com ela...

domingo, 26 de julho de 2009

Foi assim...

Só podia ser sonho!
Aquele sorriso sincero e um olhar encantador não podiam estar vindo em minha direção. O que, afinal, eles ganhariam vindo de encontro a mim? Juro que lutei contra meu olhar, que já me entregava, mas não teve outro jeito e, pouco a pouco, me envolvi... Sem pedir licença, a paixão foi chegando assim...
Derrepente a dor de uma triste desilusão me assombrou. De ti me afastou e minh'alma levou. Perdi meu mundo, meu chão, minha razão. Queria acreditar que era brincadeira desse tal destino, que insiste em pregar peças em nossas vidas. Mas e agora? Como viver sem esse amor?

Depois do susto é que descobrimos que são nas quedas que aprendemos a nos reerguer. Tanto tempo longe um do outro, nos fez amadurecer e crescer um para o outro. Aprendendo com a própria vida, para que um dia a luz desse amor voltasse a brilhar.

Não é sonho, vem comigo! A realidade chegou pra mostrar que para existir só precisa de você e eu. Se o amor é de verdade não se perde no tempo, cedo ou tarde reacenderíamos a chama deste sentimento.

Outro jeito não teve, o tempo não parou e o mundo não deixou de girar. Nas voltas dessa vida foi que Deus nos fez perceber, que não é uma simples amizade, mais que isso, um amor de verdade, agora eu sei que a felicidade se resume em estar com você.

Eu sempre te amei, eu sei, e para sempre vou te amar. Sempre tive você aqui junto de mim. Agora que eu sei que tu me amas também não vou deixar a chama desse amor jamais se apagar...

terça-feira, 21 de julho de 2009

O Homem e o mar...

Sabe?! Às vezes eu sinto um certo orgulho de ser chamado de marujo. Um homem do mar, para começo de conversa conquista sua soberania sobre as águas, um ambiente que em princípio não faz parte do seu habitat natural.

Mas o mar é minha casa!!!


Nele me sinto seguro e protegido, mesmo em meio aos seus mistérios e armadilhas.
Mais do que um homem do mar, certas horas me sinto um homem como o mar. Algumas vezes manso e pacífico, outras bravio, revolto, e nem tentem me dominar pois o soberano sou eu. Ora límpido e transparente, quando ao longe consegues observar-me ao fundo, ora turvo e negro, intransponível pelo olhar, espero que a morte venha das profundezas.
Mudo de acordo com o tempo, com a lua...posso balançar o
quanto for mas não perco a minha estabilidade.
Do contrário que se pensam não trago em mim monstros marinhos, nenhum bicho de várias cabeças, mas meus mistérios
sim são como os do mar. Nada que não possa ser revelado.
Saiba me conquistar, me domine, adquira minha confiança e descubra todas as belezas e maravilhas que trago em mim e posso dar a você.

Caminhe pela minha praia e vamos juntos assistir ao lindo pôr-do-sol que em meu horizonte se esconde. Mostrar-lhe-ei as belas pérolas que guardo no fundo do meu ser. Mas em meio a tempestade não tente me dominar, nem passar por mim, apenas me entenda, pois até hoje somente um Homem conseguiu me acalmar em meio à forte chuva e ao vento.

Já que o sol está lhe convidando, venha se banhar e verás que tenho muito mais a oferecer que um simples lazer.

Do mar ou como o mar, este sou eu...


Descubra-me!!!




por Deyvid Guedes

quarta-feira, 1 de julho de 2009

"Não, Deyvid não sentia inveja dos meninos que tinham violões de verdade porque ele vivia sonhando que tinha um também. Ele fazia vibrar suas cordas invisíveis, com o rosto iluminado e os olhinhos brilhando de emoção. Havia quem achasse que Deyvid era meio lelé-da-cuca. Claro, era gente que não tinha imaginação suficiente para saber que "aquele" violão só podia ser visto (e ouvido) por outros sonhadores, como Deyvid. Essas pessoas ignoravam também que ele não se conformava com a realidade que havia, vivendo a sonhar com a realidade que devia haver. Tendo seu violão imaginário como bandeira, Deyvid via um mundo novo. Um mundo em que as coisas são das pessoas que as entendem. E não só das pessoas que podem comprá-las. Ah, quanta gente tem um violão na sala de visitas servindo de enfeite, sem tocá-lo nunca! E lá ia Deyvid dedilhando seu violão de sonho, tirando as músicas lindas que seu coração compunha. Depois, limpava-o cuidadosamente com uma flanela bem macia feita de nuvens. Ele o guardava com carinho numa capa cor de céu todo estrelado. Daí, ele pegava seu violão mais que exclusivo e o escondia debaixo da escada secreta que usava para subir ao seu paraíso particular. As pessoas que não entendiam o Deyvid, tadinha delas, até pensavam em levá-lo a um psicólogo para saber se ele tinha alguma coisa. Como resposta, ouviam: "Não, ele não tem uma coisa, mas sonha com ela, e assim, faz de conta que a tem".Um dia, os que só sonhavam quando dormiam resolveram dar um violão de verdade para o menino que sonhava acordado. Ao recebê-lo, Deyvid abraçou-se ao violão, comovido, e disse: "Obrigado. Agora tenho dois".


(uma daptação do texto de Carlito Maia)

sábado, 27 de junho de 2009

Quando me faltarem as palavras...



Quando me faltarem as palavras, por favor olhe no fundo dos meus olhos. Meu olhar revela muito alem do que consigo expressar com os meus humildes vocábulos.

Quando me faltarem as palavras, perceba a minha respiração. Ela poderá dizer que sentimentos perturbam minha mente enquanto eu permaneço em silêncio.

Quando me faltarem as palavras, veja em meus lábios se estão tentando te dizer alguma coisa. Às vezes o coração está tão cheio que, mesmo não querendo, as frases começam a escapar.

Quando me faltarem as palavras, toque-me nas mãos e sinta a energia que estou transmitindo. Num simples aperto de mão podemos descobrir muito de uma pessoa.

E se ainda assim eu permanecer em silêncio, quando me faltarem as palavras me abrace forte e ouça com atenção que tem a dizer meu coração... este não para de falar um momento sequer, e dele nada consigo esconder, então estará sempre disposto a te dizer a verdade.

Mas se me faltarem as palavras, e eu não tiver mais o brilho no olhar, se parei de respirar, se minha boca não se expressa mais, meu tato está frígido e meu coração parou de pulsar...

Espere comigo no silêncio, o momento exato de ressuscitar!!!


terça-feira, 2 de junho de 2009

Ela vai chegar...


É quando o azul deixa de ser somente azul
e veste o céu num mar de cores.
Me faz reviver e me leva a crer
que chegarei em lugares nunca dante conquistados...
É quando a luz anuncia a chegada
daquele que do horizonte quer se libertar.
Com seu brilho e calor vem anunciar
que a noite escura e fria já passou
O medo irá embora e a angustia passará,
até os pássaros virão anunciar.
No milagre da vida, reverenciando o Supremo,
dançando no horizonte do dia que está pra começar...
Eu tento esconder, mas sei que é difícil,
a ansiedade que tenho, e me faz exsudar,
em ver-te aurora, que ilumina meu fim de noite
fazendo meu medo e meu frio passar...
(por Deyvid Guedes, em 27 de maio de 2009)

domingo, 31 de maio de 2009

Noite fria...


A noite vem chegando, e com ela o frio e a escuridão. De uma hora pra outra o tempo fechou, a chuva insiste em cair... e não quer mais parar... Lágrimas, suor e gotas de chuva se misturam, não sei mais o que exatamente molha meu rosto, mas insisto em tentar secar... Em vão! Ele permanece molhado e escorre, molhando também todo o meu corpo, e o frio vai ficando cada vez mais intenso. Essa tempestade me assusta. Parece que nunca terminará. Vento e chuva cada vez mais fortes me deixam cada vez mais fraco. Busco apoio... encontro... mas não consigo me apoiar. Daqui da janela deste quarto solitário, tento observar tudo o que acontece ao meu redor, enquanto a chuva não cessa de me molhar. Talvez quando amanhecer, a tempestade se acalme e um lindo dia nasça. Mas enquanto a noite não passa, fico aqui na esperança de que o frio e a escuridão acabem logo... e não demore passar... não demore...










(por Deyvid GuedesSegunda-feira, 20 de outubro de 2008, às 22h35)

sábado, 23 de maio de 2009

Medo de ter medo


Noite escura, clima tenso... Tenho medo do medo que me dá de ter medo. É a névoa que desce e encobre meu chão, esconde meu horizonte de mim mesmo, tirando minha visão e me deixando sozinho em meio a noite.

Na sarjeta sinto frio, deste vento gelado que me sobe a coluna. Luzes que vêm e vão se misturam e confundem o meu olhar. Tenho medo do medo que me dá de ter medo...

Pessoas passam por mim a todo momento. Me veem, me olham, falam comigo... mas meu medo que me impede até mesmo de ouví-las... tento gritar, quero falar... em vão, não tenho forças. Meus papéis continuam em branco, calaram minha voz... As portas já se fecharam e todos já se recolheram no aconchego do seu lar. E eu aqui, escondo-me apenas atrás desta fumaça densa, entre um trago e outro de uma bebida qualquer que, inultimente, tenta me aquecer.

Quem antes tentava puxar algum assunto agora não o faz mais. Não ouço mais vozes, não vejo pessoas, apenas os sons e as imagens que insistem em perturbar minha mente. Está cada vez maior este medo do medo que me dá de ter medo. O calor de uma pequena brasa que ainda teima em ficar acesa não faz passar o frio... não me tira a ansiedade... não ilumina meu horizonte... não em faz relaxar mais... e, principalmente, não me livra deste medo...

Quero caminhar, mas nesta estrada de ilusões não consigo enxergar meu destino. Não aguento mais esperar pro frio dessa noite passar. Quero um sol que me aqueça. Um sol de verão e não mais ser enganado por este frígido sol de um dia escuro de inverno... Um sol que me livre do meu medo de ter medo!








(por Deyvid Guedes, em 22 de maio de 2009)

sexta-feira, 24 de abril de 2009

PRECISA-SE DE UM AMIGO!!


Diz aí. Quem nunca acordou num dia daqueles doido pra gritar isso?
Agora, a parte mais difícil, quem está de ouvidos abertos diariamente, para saber se não estão gritando isso para você neste momento?
Somos infantis e mimados ao ponto de querer ser o centro das atenções. Acontece isso em casa mesmo, vejam só. O tempo passou, mas continuamossendo as crianças que só comem se a mãe põe a comida no prato, que o pai tem que amarrar o cardaço, que só usa casaco quando a mãe sente frio, que, se o irmão ganha um presente, tem que ganhar um igual... E acabamos esquecendo só de um pequeno detalhe: nós já crescemos! Será que não é a hora de deixar de ser um pouco o centro das atenções e passar a dar um pouco mais de atenção?
Somos egoístas com nossos próprios sentimentos, e achamos que o mínimo que acontece a nossa volta pode ser o "juízo final", sem nem parar pra pensar que coisas realmente ruins podem estar acontecendo com as pessoas a nossa volta, e nem por isso elas estão morrendo.
É tão simples reclamar da fome quando ela vem, mas e se você não tivesse a mínima noção de quando seria sua próxima refeição? Se neste momento estou reclamando da falta de carne no meu prato, devo pensar que neste mesmo exato momento existem pessoas que não tem nem o arroz com o feijão por alimento.
Quando passamos a analisar a fome do próximo, é que percebemos que estamos, literalmente "chorando de barriga cheia".
Voltando à sensibilidade dos ouvidos, a minha solidão momentânea, que dura em torno de uma semana, pode parecer nada diante de uma solidão sem data pra acabar... Existem dores que eu sei quanto tempo vai durar, mas para muitos as dores são intermináveis...


Hoje eu pensei estar exercitando meus ouvidos e ajudando um amigo, mas na verdade eu estava era sendo ajudado e aprendendo um pouquinho mais com esse livro chamado VIDA...

(por Deyvid Guedes, em 23 de Abril de 2009)

domingo, 19 de abril de 2009

Recebê-lo é uma honra. Distribuí-lo... uma dádiva!!!

Recebê-lo é uma honra
Distribuí-lo... uma dádiva!
Caminhar ao teu encontro acelera meus batimentos
Recebê-lo-ei em minha boca para guardá-lo em meu coração
Tornaremo-nos um, graças a aos seus divinos mistérios
Sei que estás aqui... Sei que é você...


Posso vê-lo sorrindo, vindo ao meu encontro
Também estás feliz em tornar-Te um só comigo
Sua humanidade se refaz na humildade
Sua divindade me refaz por caridade

Quem sou eu para tocá-lo, se não com a língua?

Quem sou eu para tê-lo em minhas mãos?

E de onde me vem a autoridade de oferecê-lo?


Junto ao meu peito o guardo
Carne e sangue em meu poder
Sinto nossos corações baterem juntos e compassados
Ao tocá-lo com minha mão direita não consigo conter a emoção
Tua carne jorrando sangue entre meus dedos trêmulos fazem-me refletir a imensidão da sua pequenez
Não sou digno de oferecê-lo a ninguém, mas não posso guardá-lo só para mim, outros precisam tê-lo e sentí-lo como eu...

É chegado o momento de levá-lo ao sacrário
Lá estarás sempre que eu sentir saudade
Lá te encontro diariamente para minha adoração
Solitário ficas esperando por minhas visitas
E sempre que chego posso sentí-lo sorrir novamente

Permanece e mim Meu Senhor, e fazei que eu permaneça em Ti

Ficai comigo e permita que eu fique em Ti

Sejamos um ...eu e Meu Deus...

Meu Deus e eu...

Recebê-lo é uma honra. Distribuí-lo... uma dádiva!!!

(por Deyvid Guedes, em 17 de Abril de 2009)

Tentei transcrever em algumas palavras a emoção de distribuir o corpo e sangue de Cristo na missa de Páscoa dos militares realizada no Centro de Instrução Almirante Alexandrino, na última sexta-feira. Minha primeira experiência como Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão.

Eu tremia mais do que uma vara verde em meio ao vento. Pensei que iria derrubar a âmbula com o cálice de tanto que minhas mãos balançavam. Mas posso dizer que foi a melhor emoção que já experimentei até hoje...

Rezem por mim e pela minha mais nova missão!!!