terça-feira, 30 de agosto de 2011

Eu estou aqui...

Eu estou aqui...
Pra gente se encontrar e virar crianças juntos, passar a tarde rindo, falando besteiras, coisas sem nexo, mas coisas que nos fazem rir.

Pra passar a noite na sua casa, ver o dia raiar e descobrir que não dormimos nada, passamos a noite contando coisas da vida e já é hora de correr para os nossos compromissos.

Pra correr na areia, rolar na água, fazer castelinho e depois desfalecer numa cama com o sorriso mais sincero desse mundo.

Pra brincar na sessão infantil do shopping sem nem se importar com o que estão pensando quem passa e nos vê.

Pra rir seu sorriso, chorar seu choro, amar seu amor e sofrer seus sofrimentos.


Eu estou aqui...
Mesmo que o tempo e a correria do dia-a-dia não nos permita estar juntos, mas apenas pra cruzar com você pela rua já é um ânimo a mais para o meu dia.

Pra sentir saudade quando não te ver e mandar mensagens te contando isso.

Para passar horas ao telefone com seus lamentos e mesmo sem a solução para os seus problemas fazer de tudo para tentar confortar sua dor.

Pra ir ao teu encontro mesmo morto de cansaço e perceber que na sua presença todo cansaço vai embora.

Para tentar colocar um sorriso no seu rosto, mesmo se por dentro meus olhos querem se derramar em lágrimas.


Eu estou aqui...
Não só para te apoiar em tudo, mas pra brigar quando você estiver errado, e saber ouvir quando eu estiver errado.

Porque sei que sozinho não sou nada e ao seu lado que eu me sinto forte.

Pra te contar minhas conquistas e minhas derrotas. Pra conquistar e vencer junto contigo. Pra me levantar e te ajudar a levantar quando a vida insiste em nos dar rasteira.

Eu estou aqui...
Pro que der, pro que vier, pro que você quiser contar, pro que você precisar.

Eu estou aqui amigo, porque sei que vale muito a pena te amar e não deixar essa chama de amor se apagar dentro de nós! Eu estou aqui, mas na verdade eu estou sempre aí. Onde você estiver eu estarei junto de ti e sempre te trarei junto de mim...


Eu estou aqui!!!

por Deyvid Guedes, em 30 de agosto de 2011

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Paradoxos...

Muitos tentam me aconselhar, ela me diz o que eu devo fazer. Muitos criticam a minha distância, ela aproveita cada momento perto de mim. Muitos me olham com um olhar de reprovação, mas ela me ouve e me entende. Muitos me vêem como um bom exemplo a não ser seguido, enquanto ela acompanha meus passos e nunca me abandona. Muitos me olham e não querem que eu entre em suas vidas, mas ela me olha nos olhos e pede a Deus que eu nunca saia da vida dela. Muitos me usam, ela me tem e não se aproveita disso. Muitos olham pra mim e vêem um galinha, um puto, um devasso, que como a maioria, só estou a procura de mais uma noite, mais uma aventura. Mas ele consegue enxergar a minha alma e sentir o verdadeiro amor que há em mim. Para muitos sou a decepção, mas dela eu sou o orgulho. Para muitos eu nem precisava ter nascido, um demônio vestido de homem que não faria falta neste mundo, mas para ela sou um singelo anjo que entrou em sua vida. Enquanto muitos querem me ver pelas costas ela conta as horas para poder me ver de frente, me olhar nos olhos e me abraçar forte e apertado. Muitos andam torcendo o nariz quando me vêem, ela aperta os olhos quando me vou. Muitos falam de mim quando não estou presente, ela me liga e pergunta o que está acontecendo. Muitos comemoram a minha ausência, já ela chora cada segundo distante. Para muitos sou apenas um moleque que não amadureceu e não sabe lidar com as coisas da vida, mas para ela serei eternamente o seu bebê. Muitos me desejando mal, e ela sempre me abençoando.

Os muitos são apenas muitos que na verdade que na verdade não somam em nada na minha vida. Mas ela é ÚNICA...que por si só me completa inteiramente. Muitos já passaram por esta minha vida, mas eu entrei e faço parte da vida dela. Muitos me odeiam, poucos se apaixonam, mas ela verdadeiramente me ama.

Para muitos apenas mais um texto, mas para ela eu faço a minha declaração e minha promessa de amor eterno... EU TE AMO MÃE!!!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sonhei com você...

"Contemplar teu sono, e por um instante sentir o tempo parar. Vozes, imagens,pensamentos...tudo se mistura num turbilhão de informações. Sem perceber saí de mim eu fui ao teu encontro no mundo dos seus sonhos.
Sonhos bons, fantasias, vontade de ser... Foi mágico conhecer este lugar. Um lugar tão simples e tão puro, um pedaço de paraíso, o seu paraíso.
Um sonho tão azul!!!Vi reis, vi rainhas, vi um povo em festa... Gingavam com chapéus gigantes, e eu entrei na dança. Vi o mar e um horizonte diferente. Meu horizonte já não era mais tão azul, agora um amarelo cobria o meu azul como se fossem lençóis protegendo meu mar do vento frio. Crianças corriam de um lado para o outro... Muitas crianças! Me perdi em meio a brincadeira e voltei a ser criança também. Sorri, brinquei, me emocionei. Que lugar místico!
Descobri a essência do ser humano que se esconde atrás de um simples olhar. A simplicidade que esconde a grandiosidade do ser.
Senti a pureza do seu coração ao conhecer o mundo através dos seus sonhos... Não dá vontade de sair deste lugar hipnotizante! Quanto mais eu entro...mais quero me aprofundar! Quanto mais descubro...mais quero conhecer! Quanto mais eu vejo...mais de você eu quero ter!
Preciso ir,não posso permanecer aqui. Afinal, a magia deste mundo é toda sua. Mas sempre que quiser pode me convidar que será um prazer caminhar por aqui e sonhar contigo..."


por Deyvid Guedes em 20 de agosto de 2011

domingo, 21 de agosto de 2011

Sonho de Peter Pan...

Sou apenas uma criança, um menino que esqueceu de crescer e procura sua própria "Never Land". Na verdade um moleque. Desses que aprontam bastante, tocam a campainha do vizinho e correm pra se esconder, joga pedras no telhado dos outros, arruma confusão com o grandalhão da turma e corre pra trás das pernas da mãe dizendo que não fez nada... O moleque que nunca gostou de futebol mas sempre brincou de pelada na rua porque acima de tudo era um moleque e precisava ter uma infância.

Eu sou apenas um moleque...

O tempo passou mas ainda sou o mesmo moleque. O moleque que apanha da vida mas não liga pra isso e perdoa a vida por cada porrada que leva. Crianças são muito inocentes tem pensamentos voláteis. Brigam neste exato momento e amanhã estão juntas na mesma brincadeira. Como é bom ser moleque e viver a inocência de uma criança. Pra que guardar ódio e rancor? Há tão pouco espaço no coração pra tanta coisa
pesada...

Eu sou apenas um moleque...

Um moleque que cresceu demais e precisou suportar o peso da responsabilidade antes da hora, mas que ainda leva na mochila o bonequinho do Comandos em Ação e o carrinho do Hot Wheels... No intervalo que eu tenho, sento e brinco pro tempo passar...

Eu sou apenas aquele moleque...

Que não viveu em uma família feliz, mas que sempre foi feliz por ter uma família. O moleque que aprendeu que as pessoas erram pois são humanas, mas que o perdão existe para que não continuemos no mesmo erro.

Eu sou aquele moleque...

Que conheceu uma sociedade hipócrita, onde as pessoas julgam e mantém poses por status, mas na verdade são as mais erradas de todas. Aprendi a ser o moleque, que não se importa com o que tem as pessoas, mas sim com o que são as pessoas. Aprendi a ser não o moleque que as pessoas querem que eu seja, mas ser apenas o que sou...isso me basta!

Eu sou o mesmo moleque...

Que tem medo de crescer e encarar o mundo adulto.Ser adulto é chato demais. Temos que fazer o que todos dizem que é certo. Criança pode fazer "pipi" na calça que ninguém vai rir... Adulto é preso porque fez "pipi" na rua. Criança anda nua no verão e ninguém se importa... Adulto anda nu e é um criminoso. Quero ser puro como um moleque e não maldoso como um adulto!

Não quero deixar de ser moleque...

Não quero perder a inocência e a pureza de uma crinaça. Quero poder brincar na rua sem ter hora pra entrar em casa. Voltar a soltar pipa, rodar pião, brincar de pique-pega... Quero correr pros braços da minha mãe quando roncar trovoada. Jogar futebol no asfalto enquanto cai a chuva de verão. Seguir as patinhas de coelho no chão da casa no domingo de Páscoa. Andar de bicicleta por prazer, não com medo de obesidade. Comer pipoca, batata-frita e pizza sem peso na consciência. Me apaixonar pela menina mais bonita do colégio, e sempre que entrar uma mais bonita me apaixonar de novo sem que ninguém me crucifique por isso. Acampar no quintal da minha casa em uma barraca feita de lençóis... Fazer aniversário e nem me importar se eu ganhei presente porque o mais divertido é comer brigadeiro, largar os adultos na festa e ir pra rua brincar com a galera...

Não quero deixar de ser moleque...
Não quero deixar de ser criança...
Não quero crescer...

Sou apenas este moleque que vocês conhecem...

Quero pra sempre ser o mesmo moleque!!!


por Deyvid Guedes em 21 de agosto de 201

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

"A medida do amor é amar sem medida" (Santo Agostinho)

Sentado na areia, queria observar o meu horizonte, mas como a noite não deixa eu me contento em contemplar a lua. Quando todo o esplendor do sol se vai é ela quem não me deixa na escuridão. Observá-la me fez lembrar dA CABANA. Já faz tempo que entrei naquele lugar, e ainda hoje sinto saudades daquele encontro com Papai. Faz tempo que não sinto o calor daquele colo com a mesma intensidade. Que não sinto asquele amor tão intenso me envolver... Mas não esqueço daquele encontro um minuto sequer. Papai me revelara coisas nas quais eu jamais havia pensado antes, e deixou dúvidas que ainda hoje me fazem refletir. A principal delas a respeito do amor.

O que é o amor afinal? Que sentimento é esse que nos aproxima e afasta de tantas pessoas? De lá pra cá venho pensando nisso e cheguei a seguinte conclusão: como é difícil amar! Amar de verdade! Como é difícil amar e ser amado. Mas somos nós mesmos que colocamos tais dificuldades em um sentimento tão nobre. Tudo bem, vou parar de generalizar. Como EU sinto dificuldades em amar. Estou amando agora... Amando olhar a lua e saber que ela também está amando ser observada por mim. Mas até que ponto a lua vai satisfazer a minha carência?

Pronto! Está aí o "x" da questão. Será que é amor ou carência? Desde o encontro com Papai eu desaprendi o que é amar, ou no mínimo mudei todos os meus conceitos a respeito do verbo amar... Há algumas semanas mandei uma mesma mensagem para alguns amigos e, para minha surpresa, os mais distantes foram os que me compreenderam melhor, e suas preocupações eram apenas levantar minha autoestima, e não me julgar ou até mesmo condenar. Nossa! Nunca me senti tão amado. Pois é esse o amor que eu sempre falo, e torno a repetir, que é o amor de verdade pra mim. Amor livre de cobranças! O amor que não espera nada em troca. Já alguns amigos decidiram cobrar. Entendo que também não fazem por mal, mas ainda não compreenderam o que é amar. Permita-me a autocorreção mais uma vez: não aprenderam a amar como eu.

Agora acho que consegui levá-los (meus caros leitores) a minha confusão e incompreensão. Não consigo seguir os padrões e conceitos de amor impostos pela sociedade. "O certo deve ser isso..."; "Pra se amar você tem que fazer aquilo..." Na minha opnião o amor é livre! É simplesmente amor e não troca. Não se ama só por (ou para) ser amado. Me senti amado ao receber as mensagens dos meus amigos, porque a cada dia que eu os encontro (mesmo depois de séculos) é como se fosse o primeiro e o último dia de nossas vidas. Não temos tempo para perder com bobagens, porque a vida é muito curta, e uma hora estaremos certos e será nosso último encontro, mas a vida não avisa. Brigas, confusões, desentendimentos...mentiria se eu dissesse que não acontecem, mas o amor tudo supera. Se há amor de verdade há a compreensão.E o perdão só é verdadeiro se o que passou realmente for esquecido. O amor não deixa espaços pra mágoas e rancores no coração de quem ama.

Voltando ao meu momento com a lua, amando-a de verdade ela deixa de ser apenas um simples objeto para suprir minha carência. Mas o medo do amanhecer me apavora! Pela manhã a lua pode não estar mais aqui e a claridade vai ofuscar a beleza de sua companhia.E como eu ficarei quando o dia amanhecer? Mesmo que ela esteja em outro lugar do mundo também pensando em mim. É eu sei, não existe a noite sem o dia... Coisas da vida! Coisas que o amor está me ensinando a compreender melhor. Mas e se a lua volta a noite e não me encontra aqui nesta mesma areia a observá-la? Será que ela vai pensar que eu também a esqueci como todos os outros? Ou vai compreender que eu não pude voltar amanhã? É esse medo de perdê-la que talvez me impeça de amá-la. Esse medo de não poder amar do jeito que ela gostaria de ser amada é que me faz curtir apenas o luar. Observá-la sem juras de amor eterno. Já sofri muito com o anoitecer e perdendo o meu horizonte de vista...mesmo de longe a me observar eu não consigo observá-lo do outro lado dessas águas.Apenas sei que está ali. Não posso sofrer com o amanhecer. Não posso deixar a lua ir embora na esperança de me encontrar aqui sentado a observá-la na próxima noite.

Vão me chamar de louco! "Ninguém se apaixona pela lua!"; "Isso não existe!"; "Como é que vão namorar em noite de Lua Nova?" E mais uma vez a sociedade vai me impôr critérios para amar. Que para amar a lua eu preciso estar junto dela,  que eu tenho que ter a certeza que ela me ama, que o amor só acontece quando ambos se completam... e por aí vai um monte de regras para o amor. Mas não! Não foi assim que Papai me ensinou a amar. Não é assim que eu quero ser amado. Quero simplesmente amar. Sem me importar com o que vou receber em troca... E mesmo com todo esse querer eu não consigo. Medo? Não! Privação! MEsmo com essa consciência eu sei que para amar eu preciso estar disposto a me abandonar, pois se eu não amar de verdade eu posso, mais uma vez, fazer chorar.






Enquanto isso eu fico só a observar. A lua... O luar... A noite que se vai... E um novo dia que logo logo brilhará...em meu horizonte!!!









(por Deyvid Guedes em 11 de Agosto de 2011)

domingo, 14 de agosto de 2011

Homenagem ao homem da minha vida...

Aos 4 anos, aprendi a partilhar:
-Pai pra quê que serve uma irmã?
-Pra você dividir todas as suas coisas.
-Ah então não quero ninguém pra ter que dividir minhas coisas não...
-Mas você precisa aprender a dividir. Você gosta de brincar sozinho? Então agora você vai ter alguém pra brincar com você, mas vai ter que emprestar seus brinquedos...

Aos 5 anos,aprendi a amar sem me importar com a opnião alheia:
-Filho dá um beijo aqui em papai...
-Tá doido? Eu sou bichinha agora pra beijar homem?
-Não é beijo de dois homens, é beijo de pai e filho.

Aos 6 anos, aprendi a confiar:
-Olha, eu tô bêbado, não faço a mínima idéia de como vou chegar em casa com você e sua irmã, nessa chuva e estando os três nessa bicicleta. Mas sobe aí porque eu vou chegar. Confie em mim porque eu sou seu pai...

Aos 7 anos, aprendi a autoconfiar:
-Pai não larga o banco da bicicleta senão eu caio.
-Tá bom!
-Viu pai, assim eu consigo andar...nem caio né pai?! Pai??? Pai??? Paaaaaaaaiiiiii...
     Viu só eu cai porque você me largou!
-Não. Você estava andando sozinho e eu não estava te segurando há muito tempo... Você caiu porque não acreditou em você mesmo!

Aos 8 anos, aprendi a acreditar em Deus:
-Pai onde a vovó tá agora?
-Tá com Papai do céu. Conversa com Ele que ela vai estar ouvindo tudo... Depois é só fechar o olho que você vai conseguir dormir filho.

Aos 10 anos, aprendi a ser ambicioso:
-Pai, tirei 10.
-Não fez mais que sua obrigação!

Aos 11 anos, aprendi que homem também chora:
(No parque de diversões, num brinquedo que nos deixava a mais de 100 metros de altura)
-Dyovana, abre o olho, é muito legal, dá pra ver a cidade toda daqui de cima.
-Dyovana num abre o olho não...num abre o olho não minha filha...num abre o olho nããããoooo..

Aos 13 anos, aprendi a me virar sozinho:
-Pronto, essa aqui é a Praça XI, ali na frente é a Central do Brasil, aqui fica o seu curso e alí daquele lado é o ponto de ônibus. Qualquer coisa você pode pegar o ônibus aqui, ir pra Praça XV e pegar uma barca pra Niterói. Pronto! Só vim hoje porque é o primeiro dia, a partir de semana que vem você vem sozinho...

Aos 15 anos, aprendi a refletir na vida:
-Quando sua mãe estava grávida eu parei de fumar porque com o dinheiro que eu comprava cigarro eu tive que comprar comida pra você, então se quer fumar se sustente...

Aos 18 anos, aprendi a me preocupar:
-Como que é andar de avião? Dá medo?
-Pai, depois do episódio do parque até andar de elevador eu falo pro senhor que dá medo.

Aos 19 anos, aprendi a ser adulto:
-Pai, precisamos conversar de homem pra homem. Do jeito que está não dá pra continuar. Dói ter que dizer isso mas é melhor o senhor sair de casa...

Aos 20 anos, aprendi a perdoar.
(Conversando com minha madrinha)
-Seu pai esteve aqui, perguntei coisas que tenho certeza que você gostaria de perguntar mas não tem coragem. Só te alerto uma coisa.Nunca acredite em nada que te falarem sobre ele a respeito de você se isso for uma coisa ruim. Perguntei como ele se sentia em relação a você depois que ele saiu de casa e ele simplesmente disse que sentia orgulho porque você tomou a atitude de um homem. Um homem do jeito que ele te ensinou a ser!

Aos 23 anos, aprendi ser o orgulho.
-Meu garoto! Meu orgulho!

Durante 25 anos da minha vida, aprendi a dizer:

EU TE AMO!


Hoje é um dia especial apenas para lembrar, mas as homenagens deveriam ser todos os dias. Homenagens de agradecimentos ao homem que me ensinou a ser homem, ao homem que não só me acompanhou no crescimento, mas que cresceu junto comigo e me ajudou a crescer. Um homem cheio de defeitos como eu, mas que nunca poderia carregar o título de um mau pai. Disso eu não tenho e nunca terei do que reclamar...do pai que sempre foi e ainda é. O homem que me apresentou o mar e comigo lá ficava pra eu não me afogar.O homem que me levava pra pescar e me deixava na beira da praia observando o horizonte. O homem que me ensinou a ser o homem que hoje eu sou e eu não me envergonho de dizer que é o HOMEM DA MINHA VIDA! Seja feliz no seu dia! Meu horizonte hoje é você!!!

por deyvidguedes em 14 de agosto de 2011

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Falar...falar...e nada dizer...

Aaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!

Quero gritar!
Escrevi, apaguei, reescrevi...apaguei milhões de vezes e nada sai!

Quase entrei em depressão ao ver que meu horizonte estava abandonado. Então resolvi que hoje escreveria um texto tão fantástico que quem entrasse aqui nem perceberia que fiquei tanto tempo calado... Calei mais uma vez...

Cadê minha inspiração? Falta?
Não... Não é falta de inspiração. Motivos para escrever tenho de sobra, afinal as letras são minhas melhores amigas na hora de desabafar, e quem me conhece sabe muito bem disso... Mas o que acontece comigo então?
Porque esse bloqueio?




Porque eu não consigo me lançar...porque eu fico aqui na minha janela de longe a observar o meu horizonte e não consigo expressar uma sequer palavra? Ás vezes eu sinto raiva de mim mesmo...


Uma música que muito traduziria minha louca mente seria "Eu não sei na verdade quem eu sou" de O Teatro Mágico. Não consigo me encontrar comigo mesmo! Como me expressar para os outros? Como escrever? O que escrever? Como e o que falar?

Dá pra ser compreendido calado?
Não sei...só sei que mais uma vez eu calei...
Escrevi...escrevi...escrevi... E não disse nada! O mar está na minha frente me convidando pra um passeio até o meu horizonte...e eu,simplesmente me afasto e não quero seguir. Medo do caminho. Medo do destino. Medo do desconhecido... Mais uma vez eu me calo. Me recolho e não me abandono...

Um dia talvez...eu mergulhe fundo de cabeça e pare de confundir as vossas cabeças meu queridos leitores... com palavras loucas e sem nexos que nem eu mesmo entendo o que quero escrever. Mas prometo. Eu vou tentar! Amanhã eu vou tentar voltar aqui escrever de novo. Vou tentar me abrir ao novo! Vou tentar mergulhar fundo no meu mar...e se Deus quiser, de lá não mais voltar! Se não...continuarei sentado a observar...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A Humanidade de Deus

Eu olhava Cristo nos olhos...
Era estranho, mas eu conseguia sentir a Humanidade de Deus. Sempre gostei de ressaltar muito estas palavras durantes os encontros com o Catecumenato, a Humanidade de Deus. Mas naquele dia eu descobri o que realmente significavam estes signos que saiam de minha boca apenas como teoria, e nunca com o que eu realmente sabia sobre a Humanidade de Deus. Descobri que eu não sabia nada sobre este Deus tão humano. Acabara de desvendar seus mistérios naquele momento.

Me senti mal. Meu Deus tão fraco ali na minha frente. Meu alicerce, minha força... desmoronando. Quase desabei junto. Meu olhar fixo no seu olhar queria falar, mas mais do que isso, meu olhar sentia... Minha boca não se mexia, mas meus olhos amavam. Era o mínimo que eu podia fazer. Amar. E amei... Quando tentei falar machuquei... e só então percebi que a força do meu Humano Deus dependia de mim. Assim como minhas forças dependem dele...

Tão Deus... Tão Humano...

Não queria mais estar ali. Tentei fugir. Tive medo de que minha fraqueza fosse a fraqueza de Deus. Tive medo de que minha culpa enfraquecesse meu Deus. Mas não. Eu precisava estar ali. O meu Cristo precisava de mim ali. Minhas palavras não fariam sentido, mas o pulsar do meu coração dizia tudo.
Pude sentir o coração de Cristo batendo dentro do meu. Não queria mais me afastar dali. E mais uma vez eu fui ao céu vestido de inferno. Desviei o olhar...meu coração chorou...tive medo de magoar o meu Cristo...e magoei... Mas em seu olhar mais uma vez encontrei o perdão. Perdão instantâneo. Só quem ama sabe o que é.

Amor verdadeiro. Amor sublime. O mais puro que existe dentro da palavra amor. Não o amor banalizado que se perde por aí... Mas Amor!

Senti-me amado. Senti-me querido. Senti-me importante. Importante na vida do meu Deus Homem. Do meu Humano Deus. Do meu Deus que quer se mostrar cada vez mais próximo de mim, e nunca distante.

Senti a Humanidade de Deus e me senti muito mais humano.
Experiência única!
A cada dia mais próximo do Pai, graças ao meu Cristo. O Humano Deus...

Eu olhava Cristo nos olhos...
Era estranho, mas eu conseguia sentir a Humanidade de Deus...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Perdi um amigo...

Há quatro anos eu fui perdendo um amigo...


E não foi um amigo qualquer.Hoje eu tenho a certeza de que o título de melhor amigo não cabe a outra pessoa... Ninguém me entende tanto. Ninguém me conhece tanto .Qualidades e defeitos. Ninguém sabe tanto da minha vida, coisas boas ou as besteiras que já fiz por aí. Aliás, ninguém fez tanta besteira junto comigo...

Perdi meu melhor amigo pro tempo e pra rotina... Tempo que não nos sobrava. Tempo que parece a todo momento estar contra nós. Tempo que não encontrávamos. Rotina que cansa. Rotina que sufoca. Rotina que, como um parasita, levava todo nosso sangue. Tempo e rotina que nos separava cada vez mais...

Perdi meu melhor amigo pras horas de trabalho. Perdi meu melhor amigo pra dedicação total a uma vida de estudos. Perdi meu melhor amigo pras noites em claro nos estágios. Perdi meu melhor amigo pros meus dias de serviço de pernoite. Até que percebi que de tão perto vivíamos tão longe. Os menos de dois quilômetros que separavam minha casa da dele parecia um abismo. Então perdi meu melhor amigo e ganhei o meu melhor amigo virtual. É, isso mesmo, pois nossas conversas se resumiam a telefonemas e conversas por um programa de mensagem instantânea. Mas seu tempo e sua rotina, assim como o meu, não eram coisas fáceis de se lidar. Sofria com ele. A cada nova notícia, a cada novo sacrifício, a cada nova barreira, a cada etapa vencida... E me sentia mal ao ter que cobrar sua presença em minha vida, pois sabia que sua ausência não era por seu querer. Mas eu o fazia. Fazia falta... Ainda faz muita falta... Meu trabalho também nunca ajudou muito, então eu também tinha uma parcela de culpa. Foram nossas escolhas. Isso na verdade que me afastou do meu melhor amigo virtual. Certas escolhas requer certos sacrifícios, e se não forem realmente sacrifícios talvez as escolhas não valham a pena... E a tal distância que nos separava tornou-se ainda maior quando eu vim morar em outra cidade à cento e cinquenta quilômetros de distância, por conta do meu trabalho. Nem mais um "-Alô! Tô chegando do trabalho!" "-Beleza! Te espero na esquina só pra te dar um abraço e saber como você está!"...

Meu melhor amigo virtual, numa de nossas conversas on line me convidou a encontrá-lo nesta quinta-feira, e preocupou se eu poderia ir, enfrentando uma longa viajem de duas horas apenas para vê-lo e ter que voltar com mais duas horas, pois na sexta eu teria que trabalhar. Disse que por ele faria isso... Minha namorada me questionou "-Por quê você 'tem' que ir?" "-Porque 'tenho'! Lá se foram quatro anos em que eu perdi meu melhor amigo, não é todo dia que posso vê-lo desta forma." Acho que ela compreendeu.

Nesta noite, o tão esperado dia, tudo conspirava contra nós. Acordado desde as 03h45 trabalhando, passagens compradas, não consegui sair na hora do serviço, quase perco o ônibus (o único que me faria chegar no horário), desço de um pego outro, um engarrafamento me agonia, desço no caminho, passo por um lugar nada habitado para tentar pegar uma outra condução que passe por outra rota...minhas unhas já não estão mais nas minhas mãos... celular descarregou...A hora marcada se aproxima e temo não chegar a tempo. Peço a Deus. Meu melhor amigo virtual não poderia se decepcionar comigo, eu prometi!

Chego no lugar e hora combinados. Um vidro fumê nos separa, mas ele percebe minha presença e abre o sorriso mais sincero que já vi. Ele estava lindo naquela roupa preta. Queria abraçá-lo, mas tive que me contentar com um aceno. Para minha surpresa, meu pai estava no mesmo local que nós. Também foi ver uma amiga. Sento ao seu lado e aguardamos juntos o início da cerimônia. Meu pai insiste em querer saber o porquê eu sai da cidade onde estava e enfrentei essa viajem toda para ter que voltar no mesmo dia. Eu respondia apenas que era amor...muito amor... Ele eu acho que não compreendeu. Deve ter pensado as piores coisas ao meu respeito, mas preferiu guardar pra ele. Acho que as coisas pioraram quando viu uma lágrima escapar e eu tentar enxugar rápido fingindo esconder minha emoção. Há quatro anos eu vinha perdendo um amigo. Há quatro anos eu vinha sofrendo com esse amigo. E agora, depois de quatro anos, foi muito gratificante partilhar da vitória do meu melhor amigo...

O abraço depois de tudo foi o mais apertado que pudemos trocar.... Parabenizá-lo era muito pouco pro que eu estava sentindo. O eu te amo não era novidade...

E esta noite, mas uma vez eu perdi meu amigo. Perdi meu amigo virtual. Perdi meu amigo aluno. Perdi meu amigo estagiário. Perdi meu amigo formando. E ganhei MEU MELHOR AMIGO ENFERMEIRO!!!

Valeu muito a pena esperar. Valeu muito a pena todo sacrifício. Valeu muito a pena toda a ausência. Valeu muito a pena todos os esforços. Valeu muito a pena as noites mal dormidas... Sei que valeu! Que aquela lâmpada acesa hoje jamais se apague dentro do seu coração...

Alegria incontida. Um abraço não foi o suficiente. E estar aqui às 03h02 da madrugada atualizando este blog sem saber sequer se ele vai ler, é o mínimo que posso prestar de homenagem para relaxar e extravasar um pouco da emoção...


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Apenas navego...

Içar velas e aguardar o vento que sopra...
Derrota traçada! Mas não sou dono do meu destino. Espero o vento, Senhor Maioral, ditar as regras de que portos devo alcançar.
Non ducor, conduco. Lanço à deriva e apenas confio no meu condutor.
Não custa nada pedir que me sopre para boas terras, mas sei que nunca planeja comissões ruins. Por isso confio! Nada de tentar lutar contra a direção estipulada, para não correr o risco de ir a pique entre uma vala ou outra que aparecer...
Apenas navego...

Na esteira trago a força dos que sempre me aguardam na atracagem. À contrabordo é o amor que mantém o sorriso em meu rosto.

Timão  em minhas mãos. Leme sob o meu controle. Velas a todo pano. Agora é só esperar o vento...  Eu apenas navego... Vento que vem acariciar minha velas... Vento que vem me empurra à vante... Vento que sopra e me leva, ainda nem sei pra onde... Vento que abranda o calor... Vento que vem do horizonte...

Ah o horizonte!
A única certeza que tenho. A certeza de que o futuro é incerto. Do horizonte eu vim com o vento, e é pra lá que com ele eu volto...



E o que me espera?

Talvez um dia eu descubra! Agora apenas navego... A quantos nós, só quem pode dizer é o vento agindo em minhas velas...

Eu apenas navego...








Legenda:
Içar: Levantar
Derrota: caminho percorrido por um navio
Non ducor, conduco: Não conduzo, sou conduzido
Comissões: Missões de uma tripulação
Ir a pique: naufragar
Vala: espaço vazio entre uma onda e outra
Esteira: rasto de espuma deixado pelo navio na água
À contrabordo: do lado
À vante: para frente

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Quem sou eu sem você?

Não sei o porquê, mas eu tenho a ligeira impressão de que eu nasci com dois meses de atraso. Meu sangue negro, que na verdade era mais vermelho que qualquer outro, já me denunciava e dizia qual seria a minha paixão. Das Trevas à Luz, a explosão do universo. Essa era a minha estréia aqui neste mundo. Além de vermelho, confesso que corria um pouco de azul e verde neste sangue por causa da influência materna, mas desde o ventre já sabia onde seria meu lugar, e de lá pra cá, este que vos escreve É só sorriso!!!
É de arrepiar! Mas foi aí que tudo começou... Daí em diante foi só viajar pelo mundo da fantasia, como um cigano, E a magia da sorte chegou. Chegou com Amor, sublime amor. Amor em caminhar pelas mais fantásticas histórias de pessoas quem antes eu sequer conhecia e passei a amar e cantar. Cantar como Bibi, uma homenagem ao teatro brasileiro, onde eu pude entender um pouco da arte atrás dos palcos. Conhecer um pouco da história brasileira através de Anita Garibaldi, Heroína das sete magias. E como não dar um Bravo! Bravíssimo! À Dercy Gonçalves, o retrato de um povo ? Show de popularidade e irreverência, que até bem pouco nos animava com sua simplicidade e humor. Sofrer e chorar junto com Orfeu, o negro do carnaval. E ainda conhecer a história da crioula que veio do oriente, atravessando a mongólia e toda a europa para chegar aqui, e depois de escrava se tornar Tereza de Benguela, uma rainha negra no Pantanal.  E ainda se encantar com O rei e os três espantos de Debret.
Mas nem só por vidas fui nessas minhas viagens. Vale o escrito, e como nunca tive muitas condições para me deslocar por aí em minhas férias, foi através das letras que me encantei com esta Aquarela do Brasil.. Dessa forma, como os Mercadores e Mascates, que por aqui se esbaldaram, fui eu me infiltrando por este Brasil, visões de paraísos e infernos.Fortalecendo minha fé, Pedi pra parar, e parou,acabei parando no Círio de Nazaré.Sonho realizado. A fé de um povo experimetada. Alma lavada! E por falar em alma lavada, tive que Virar o jogo e conhecer todo o sincretismo da Bahia, pura energia. E claro que esta teve um sabor bem especial! Tinha gosto do pecado, ou melhor, dos Sete pecados capitais. Quem nunca exagerou uma vez sequer que atire a primeira pedra...
Arquitetando folia lá fui eu, saindo de nossas terras e ganhando o mundo, pois sou Viramundo e nesta folia sou o Rei do mundo. Tudo isso para conhecer o México, o paraíso das cores sobre o signo do sol

".E o porque desde título?" Vocês devem estar se perguntando. Primeiro porque eu sem você, meu querido leitor, não sou nada... E porque em breve teremos a oportunidade de se deliciar com um povo que mais uma vez se une para mostrar para que veio e onde é o lugar que deve ficar. Ou melhor, de onde nunca deveria ter saído... Para isso mais uma viagem onde veremos que dependemos sim da união e força de um povo!!!
 
Que venha 2011!!!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GRES Unidos do Viradouro
 
1989 - Mercadores e Mascates
1990 - Vale o escrito
1991 - Bravo! Bravíssimo! Dercy Gonçalves, o retrato de um povo
1992 - E a magia da sorte chegou
1993 - Amor Sublime Amor
1994 - Tereza de Benguela, uma rainha negra no Pantanal
1995 - O rei e os três espantos de Debret
1996 - Aquarela do Brasil no ano 2000
1997 - Trevas! Luz! A explosão do Universo
1998 - Orfeu, o negro do carnaval
1999 - Anita Garibaldi, Heroína das sete magias
2000 - Brasil Visões de Paraísos e infernos
2001 - Os sete pecados capitais
2002 - Viradouro Vira mundo, Rei do mundo
2003 - A Viradouro Canta e conta Bibi, uma homenagem ao teatro brasileiro
2004 - Pediu pra parar parou, com a Viradouro eu vou pro Círio de Nazaré
2005 - A Viradouro é só sorriso
2006 - Arquitetando folia
2007 - A Viradouro Vira o jogo
2008 - É de Arrepiar
2009 - Vira bahia, pura energia
2010 - México, o paraíso das cores sob o signo do sol
2011 - Quem sou eu sem você





(por Deyvid Guedes, esquentando os tamborins sem deixar o sentimento acabar!!!)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Carta a um amigo

São Pedro da Aldeia, 20 de julho de 2010

     Amigo, voltei a encontrar-me com Deus...

     Na verdade dessa vez eu não fui até Ele, mas Ele veio ao meu encontro, e confesso que demorei pra perceber que estava falando comigo. Começou me dizendo que eu poderia chamá-lo da maneira que quisesse. Que essa história de Todo Poderoso, Senhor dos senhores e demais adjetivos a Ele atribuídos era coisa nossa, humanos. Ele não quer, e nunca quis, estar no topo de nossas vidas, como um objeto de valor que é taxado como o mais caro e por isso tem que vir primeiro. Tampouco ser rotulado o Supremo a quem temos a obrigação de prestar qualquer tipo de agradecimento. Ele me disse que sempre quis estar no meio de nossas vidas, e que, independente da ordem de importância das coisas que eu faça, Ele quer estar no centro de tudo. Basta que eu me permitar agir por Ele. E isso acabou interferindo na minha maneira de chamá-lo. Sempre o vi como Pai, mas porque todos o chamam assim, e Ele também me explicou que isso vem de há muito tempo, pois o homem, geralmente, sente a carência afetiva de um pai. É de se notar que na maioria das vezes os laços que unem mãe e filho são bem mais atados...
     Optei por chamá-lo de Irmão... Meu Irmão! Talvez o irmão, confidente, do mesmo sexo que eu não tive. Ou talvez pela falta de um verdadeiro relacionamento de irmãos, que eu nunca tive com minha irmã, mas este é um assunto para outra carta...
     Meu Irmão foi me mostrando a necessidade de uma relação de Amor. Um Amor sem expectativas. Com total desprendimento. Carinho e respeito. A partir do momento que eu me relaciono com uma pessoa e crio expectativas, eu não me permito amá-la no sentido mais puro da palavra. Vejamos um bom exemplo: Eu sempre busco estar próximo dos meus amigos nos momentos importantes de suas vidas. Sobretudo em seus aniversários, que eu julgo ser um momento importantíssimo na vida de cada um. Se eu crio uma expectativa, desta minha relação de preocupação em estar perto, vou me decepcionar, se no meu aniversário algum deles, por qualquer motivo que seja, esquecer de me felicitar pelo dia. A decpção é o fruto da expectativa que eu crio, e me impede de amar por inteiro...
     Sempre me perguntei e dessa vez decidi perguntar ao Meu Irmão. Como podia Ele, nos amar tanto e permitir que tantas coisas ruins nos acontecessem. Até que eu percebi que as coisas que julgamos serem ruins não são obras dEle, e sim consequências do que, nós homens, viemos gerando ao longo de muito anos, vivendo a nossa independência. Ser livre não significa ser independente. Dependemos sim, daquela relação de Amor que já fora citada antes e, a falsa sansação de liberdade nos torna seres independentes do verdadeiro amor e escravos das armadilhas do egoísmo. E eu na minha humilde humanidade ou humana humildade, não entendia ainda porque Ele, sendo Deus não intervinha em tantas catástrofes e tragédias q nos assolam, já que é o próprio Amor. Então, Meu Irmão me mostrou, que se pudéssemos ver a quantidade de males dos quais já fomos livrados por Tuas mãos, entenderíamos a imensidão do Amor. Porém intervir nas atitudes humanas é tirar de nós a dádiva do livre-arbítrio. Desta forma não viveríamos por nós mesmos, e sim da maneira que Ele quer, e esta não é sua intenção.
      Mas se Ele nos ama e sempre está conosco, como pode nos abandonar? "Eloim sabactani?" Essas palavras sempre ressoaram em meu coração como uma situação de total abandono... Como podia Deus, abandonar seu próprio Filho, ou melhor, Ele mesmo feito homem, em um momento de tamanha dor, que era a cruz? Fiquei pasmo no momento em que Meu Irmão me mostrou seus punhos. Então ele estava tentando me dizer que não abandonou Jesus naquele momento, mas sim que estava com Ele. Porque Jesus gritara "Pai, por que me abandonaste?" Foi difícil entender que o Pai, o Filho e o Espírito não podem nunca se separar, e que naquele momento ali Deus não estava sentado em seu trono no céu, como eu sempre imaginei, e sim estava sendo crucificado junto com o Filho. A expressão de Jesus vem de encontro a sua realidade humana, e assim como qualquer um de nós ele também se sentiu abandonado pelo Pai no momento em que sentiu a dor. Mas Meu Irmão me contou da tamanha emoção que sentiu no momento em que Jesus Lhe entrega o Seu Espírito. Mais uma vez estava sendo consumada a relação de Amor entre os três, e a Certeza superou toda a dor humana.
     Fui levado por Meu Irmão até um lugar onde eu comecei a visualizar toda a minha família. Via meu pai, minha mãe, minha irmã, minha sobrinha... Até que Ele me disse que eu deveria escolher uma pessoa que deveria ser condenada ao inferno. Não entendi o que estava querendo dizer com tal afirmação, até que toda aquela magia do encontro começou a se tranformar num pesadelo. Ele disse que naquele momento eu deveria escolher entre a minha sobrinha, que entrou na minha vida há um pouco mais de 3 anos, minha mãe, que já fez muita besteira e já me deu muita dor de cabeça, minha irmã, que assim como minha mãe já andou me tirando muito o sono, e meu pai, que já nos fez muito sofrer, para condenar apenas um ao fogo eterno. Gelei dos pés a cabeça. Eu jamais poderia me imaginar nessa situação. Julgando alguém. E o que é pior, julgando um dos meus... Minhas lágrimas rolavam, meu copro tremulava, minha cabeça balançava em sinal negativo enquanto Meu Irmão insistia para que eu escolhesse apenas um. Mesmo com tantos motivos eu não poderia jamais desejar o pior castigo que fosse para qualquer uma daquelas pessoas... Ele insistia e eu cada vez mais tomado pela agonia não conseguia conter tamanha dor em meu coração. Até que num grito de desabafo, ou desespero, eu pedi que me condenasse. Que se alguém mesmo tivesse que ir para o tal inferno que este alguém fosse eu mesmo e nenhuma daquelas pessoas ali sofressem com minha escolha... Meu Irmão sorriu! E  eu me desperei ainda mais... Como podia Ele, depois de tantas lições de amor, poder me colocar em xeque assim e ainda sorrir pelo meu desespero? Ao perceber meu pensamento me olhou nos olhos e disse que eu estava começando a entender a verdadeira dinâmica do Amor, e que a partir de agora eu só precisava sentir este mesmo Amor sem distinção e não mais julgar Deus como um cruel carrasco que se diverte conosco, humanos, de um trono bem longe lá no céu. Quando percebi que niguém seria condenado por mim, lágrimas de gratidão e alívio rolaram por meu rosto. Passei a compreender o que há muito eu mesmo julgava e não compreendia. A tal jutiça de Deus, que muitos insistem em lançar pelos ares como se fosse muito simples, quando na verdade os juízes somos nós...
     Pra completar me mostrou que sua verdadeira Igreja só caminhará ao seu encontro a partir do momento em que passar a Amar e não julgar...
     Passada esta experiência chegou um momento em que Meu Irmão me disse ser talvez o mais importante daquele encontro de Amor. Era hora de aprender a perdoar e ser perdoado. É inútil querer viver o Amor sem viver o perdão. Amor sem perdão é um amor falso, uma hipocrisia. E não apenas reconhecer minhas faltas e pedir perdão, mas o que pode ser mais difícil, entender que somos humanos, falhos, e perceber que todos podemos errar e assim da mesma forma todos merecemos perdão.  Era extremamente incomodo rever as feridas em meu coração. Na verdade, cravos fincados por mim mesmo que me sufocavam ao ponto de não me permitir amar por inteiro. Pessoas que me magoaram e eu não consegui perdoar, pessoas que eu magoei e não consigo pedir perdão... Realmente a cura por inteiro precisa de muita disponibilidade da alma, mas a recompensa é tamanha. Acreditem!!!

    É meu amigo, passar pela experiência de estar na presença de Deus mais uma vez é a cada dia mais magnífico, e desta última me deixou em um estado de êxtase que até agora eu não consigo explicar, mas a alegria tomou conta do meu coração. Espero nunca esquecer de cada palavra proferida da boca de Deus, e eu só tenho a agradecer a você, Meu Irmão, que me proporcionou esta viajem para dentro de mim mesmo em um momento em que muito precisava refletir em cada uma dessas palavras...
Eu te amo!
Obrigado por existir em minha vida!!!

Deyvid Guedes

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Hoje eu conversei com Deus...


Foi estranho! Outras pessoas também conversavam com Ele, então eu esperei um momento em que Deus pudesse me dar atenção exclusiva...
Eu estava meio nervoso, quase desisti de entrar na sala onde Deus me atenderia. Via o ponteiro girar cada vez mais rápido, e nada de Deus ter um tempo só pra mim. Minha impaciência transformara-se em agonia, e eu já desejava não mais estar ali. Senti medo do que Deus pensaria das coisas que eu tinha pra dizer, medo de qual seria a reação de Deus, medo de não ter coragem de dizer tudo o que eu tinha realmente pra dizer... Eu sequer teria a ousadia de olhar Deus nos olhos.
Até que eu entrei onde Deus me esperava. Aquele lugar só podia ser um pedaço do céu, e eu ali, vestido de inferno ainda pensei em não dar o segundo passo. Mas Deus com um sorriso ímpar me convidava a sentar-se ao seu lado.
Como era de se esperar, eu não olhava em Seus olhos. Sua divindade ofuscava minha humanidade, e não me permitia levantar a cabeça. Mas mesmo assim eu comecei a dizer o que eu tinha para Lhe falar.
Falei de tudo o que me oprimia. Falei do que me desanimava. Falei das coisas que ao longo do meu percurso me faziam estar cada vez mais longe daquela doce presença... Apesar de tanto medo eu fui ficando à vontade para falar de tudo! Quando dei por mim Ele não só me ouvia, mas também fazia perguntas dos detalhes...
Era um pouco incômodo, porque a essa altura eu já O olhava nos olhos, e a profundidade daquele olhar me atravessava a alma... Não conseguia entender o porquê de tantas perguntas, já que Ele sabia todas as respostas. Confesso que por mais um instante eu voltei a ter medo de Deus. Meus olhos se enchiam de lágrimas e eu desabafava coisas da alma que acho que nem eu mesmo sabia que me incomodavam tanto. E todo aquele medo se dissipou quando fui surpreendido por um abraço.

Não! Não era o abraço de um amigo, não era o abraço de um irmão, não era o braço da minha namorada, não era o abraço do meu pai e nem sequer o da minha mãe...

Era "O" abraço!

Era o abraço de Deus!
Me envolvia de tal forma que, nem se eu quisesse, conseguiria fugir. Sem forças, tornei-me prisioneiro dos braços que me acolhiam e me faziam voltar a sentir-me mais humano. Um êxtase tomou conta de minh'alma e por questão de segundos eu senti a eternidade do abraço de Deus. E já não mais queria pensar em outra coisa a não ser sentir aquele abraço pra sempre, que vinha acompanhado de palavras tão suaves que soavam como músicas ao meu ouvido.

Voltei a sentar-me diante do Meu Deus... e agora era a minha vez de ouví-lo!
Fui ficando cada vez mais à vontade. Ouví-lo era confortante demais! 
Deus me perguntou se eu não tinha mais nada para dizer...e eu repondi que não. Então Ele me pediu para pensar um pouquinho mais e voltar outro dia, porque ele tinha certeza que eu tinha muito mais coisas para Lhe apresentar além de minhas faltas, angústias e medo. Ele me disse que sabia que eu teria muita coisa boa para Lhe dizer mas que eu estava apenas me preocupando e contar as "coisas pequenas". Eu não poderia deixar que tais coisas me humilhassem e me fizessem sentir tão inútil, pois dessa forma eu apenas dava mais atenção a elas do que as coisas que realmente importavam para Ele. Então eu comecei a tentar falar, mas Deus me impediu... Disse que se eu comessasse a contar àquela hora eu não voltaria, e que o mais importante seria a minha volta. Sem medo, sem culpa, sem aquele olhar depressivo que eu entrei naquele lugar, sem aquele meu semblante que me tornava o pior homem da face da Terra... Deus me pediu mais de mim! Que eu me valorizasse por quem eu realmente sou! Que eu provasse para mim mesmo que eu sou melhor do que eu penso! Que eu começasse a refletir e descobrir o "grande homem" que sou! E não colocasse minhas faltas acima das minhas virtudes, e que só dessa forma eu encontraria realmente valor em minha vida...

Foi a experiência mais fantástica que vivi até os dias de hoje! E ao sair Deus se despediu com as seguintes palavras:

"Muito obrigado por ter vindo até Mim! Você não sabe o bem que hoje Me fez!!!"



(por Deyvid Guedes, em 29 de junho de 2010)